sábado, 31 de março de 2018

PROCURANDO ANA C

Encontrando não
vou,
considero Ana C:
brevemente
olho, mastigo a carne da gengiva

Não!

Irrita toda a boça universal
sou um home-m-oderno, ou seja,
(Que direito tenho lá de te buscar
onde sei que não perdi?)
ridículo

Moderno num poço tapado

Ana C me estende a mão ou a luva de pelica?
andei lendo teorias, Ana!
me per-doa
já não sei de mais nada

Na escuridão doce,

adivinho um cartão postal,
meus antepassados
cortando em seringal Boa-fé?
onde está Ana C?

Rasura rasura!
Ana escrevendo bilhetes íntimos
Dormindo sentada no bidê
Mijando gosotosa a cama inteira
me vê:
“Oh meu cadelinho chique!”

vai, voa, trai
contradiz, contrai-se

Gargalha.
Gargalha gargalha.

─Do que se trata isso, Ana?
─Apenas uma brincadeira, MY DEAR
Responde com seriedade
Cruza as pernas, apanha as luvas

Raízes flutuando no ar, um beijo

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